VIAGEM A FOZ DO CUNENE
Este itinerário de cerca de 3.000 quilómetros foi feito por um grupo diversificado de 26 pessoas, com idade entre os 5 e os 70 anos.
Durante a visita ao Parque do Iona e dado que passávamos próximo do Ponto de Confluência S17º00’00.0” – E12º00’00.0”, decidimos fazer um pequeno desvio e ir visitar e marcar o ponto, que podem ver em http://www.confluence.org .
Esta região sul de Angola é desértica e ampla, surgindo as dunas de areia junto à costa atlântica em toda a sua extensão desde a cidade do Tombwa até à Foz do Rio Cunene, prolongando-se depois pela costa da Namíbia.
O Parque Nacional do Iona recomeça a ser habitado por muitos animais, reflectindo já a paz que o País vive.
Tivemos a oportunidade de observar Orix, Avestruz, Cabra de Leque, Hiena, Chacal, Serpentário, Abutre e Tua Real.
Foi uma viagem muito interessante, com alguns troços de puro off-road e as paisagens típicas desta região árida de Angola, tivemos ainda a oportunidade de ir visitar a que é designada pela maior Welwitchia Mirabilis do mundo.
Em relação a peripécias durante a viagem, podemos começar pelo pneu do Patrol do “JS” que em pleno “Cimo” quis chegar primeiro ao destino, não fosse a Leonor a dizer ao rádio “fomos ultrapassados por um pneu em alta velocidade” e vemos o “JS” a correr atrás do pneu, enfim, coisas do “JS”, ele diz que foi sabotagem.
Um dos objectivos seria descer até à Foz do Cunene pela costa, entre as dunas e o mar, só que chegados à Ponta Albina verificamos não termos criado as devidas condições para realizar esse trajecto e aqui deixo um concelho a quem pretenda fazer esse troço.
A passagem pela praia deverá ser bem planeada tendo muita atenção ao cálculo dos horários das marés e ao estado das viaturas, pode tornar-se perigoso se não controlarem devidamente as marés, existem duas zonas criticas entre a Ponta Albina e a Baía dos Tigres onde não se passa com a maré-cheia.
Neste pequeno troço de areia e dunas até chegarmos à Ponta Albina, junto ao Oceano Atlântico, houve diversos enterranços em várias viaturas com destaque para a disputa entre o Discovery do “JB” e o Hyundai dos “Macarenos”, o “Truca Truca” também ficou atolado junto ao Navio encalhado na praia mas conseguiu sair pelos seus próprios meios, uma outra disputa surgiu entre o Patrol do “JS” e o Toyota do “Truca” para subir uma duna, momentos de diversão, laser e camaradagem.
Como ficou decidido não descer a costa seguimos para o Iona onde fomos acampar no Lodge Omahua, seguindo no dia seguinte para o interior do Parque em direcção à Foz do Rio Cunene, acampamos 2 noites dentro do Parque, junto aos rápidos do rio a poucos kilómetros da foz, um local lindo e um por do sol espectacular, a lua à noite esteve divina.
Após visita e passeio pela foz do rio, começamos a subir novamente o Iona, marcamos o ponto de confluência e acampamos sensivelmente a meio do parque.
O fim de ano foi comemorado no Lodge Omahua, o convívio entre todos foi o aspecto mais salutar.
No dia 2 Janeiro iniciamos o nosso regresso a Luanda, acampamos na praia do Fael, na região de Bentiaba, uma praia maravilhosa e muito agradável.
Depois …….. enfim ……. o regresso a casa, com passagem pelas pedras do Cimo, Benguela e Luanda.
Mais um passeio concluído, que venha o próximo.