Aproveitando a semana da Páscoa e o facto de termos 2 feriados pelo meio, um grupo de “carolas” resolveu ir dar um passeio de carro ate á Foz do Rio Cunene, ponto mais a sudoeste de Angola, fronteira com a Republica da Namibia.
O grupo composto por 5 familias, duas já bastante empoeiradas a “família Arroteia - papabeer” e a “família Oliveira - Charlie Óscar”, a “família Serra” também com bastantes kilometros nestas andanças e os dois casais “família Pereira” e “família Mota Bravo” que viajaram juntos, um grupo de 2 Toyotas Land Cruiser, 1 Toyota Prado e 1 Ford Ranger.
Reunimo-nos na casa da família Oliveira para coordenação da viagem, petiscamos uma pizzas, bebemos umas birras uns e outros um vinho tinto com copos a preceito, conversamos bué e lá ficou tudo acertado, as senhoras reuniram-se para tratar das merendas, os homens, para tratar dos rádios, dos carros, material 4x4 necessário, do percurso e das corridas, pois o Charlie Oscar ia participar nas Corridas do Namibe, tendo o grupo formado a claque do Charlie Oscar. A corrida foi no domingo dia 01 de Abril.
Foz do Rio Cunene  -  2007
Pelas 12h00 chegamos à Foz do Cunene, local indescritível, pela beleza do rio ao encontro do mar, e o contraste da altura das dunas da Namíbia mesmo do outro lado do rio. Há descrições que teem de ser vividas para se poder ter a real noção de certas belezas naturais e todo este percurso entre o mar e as dunas do deserto só mesmo sentindo a adrenalina in loco.
A tarde e a noite ficou por conta de cada um, brincar, pescar, conversar, dormir, comer e beber, enfim. Decidiu-se a hora de saída do dia seguinte 04 Abril, pela manhã fresquinha, a hora da maré era durante a manhã, fizemos o percurso inverso, praia dos mexilhões, barco Vanessa, etc. durante o percurso e a cerca de 3 km do acampamento das dunas o toyota do papabeer, agora com o papabeer a conduzir, conseguiu furar outro pneu, este na areia, também coitado do pneu, quando saiu de Luanda já estava reformado.
Após a troca do pneu, (o Nuno já tinha arranjado o dele e devolvido o emprestado), dirigimo-nos ao acampamento nas dunas. Mais uma vez o nosso amigo Miguel consegui voltar a moto 4 sobre si, sem ninguém ter oportunidade de fotografar, ficou apenas o relato.
Caravana pronta rumamos em direcção ao Tombwa, umas fresquinhas por causa do sol do deserto, musica alta nos carros, dançamos, brincamos, enfim, convívio e alegria não faltou.
Já no Tombwa o “papabeer” conseguiu furar mais um pneu, aqui demoramos cerca de 1h30 pois o maldito macaco não estava a aguentar o peso do toyota que carregava com 2 motas em cima do atrelado e a tarefa tornou-se mais difícil, para não desatrelar o atrelado que dava muito trabalho…ehehheh, os mais pesados penduraram-se na parte de trás do atrelado, aqui foi a vez do Nuno emprestar um pneu e lá chegamos pelas 16H00 ao Lodge para um bem merecido almoço. Ficamos depois a acampar num outro local simplesmente espectacular e que passamos a apelidar de Ilha da Molola, montamos o nosso acampamento e fomos jantar ao Lodge e no regresso pregamos uma partida ao Nuno/Suzy e Miguel/Teresa, os nossos amigos iam à frente, ficamos os outros 2 carros para trás, apagamos as luzes e paramos. Foi rir de vontade ao verificar que andavam perdidos e a voltar atrás à nossa procura, brincadeiras.
No dia 05/04  pelas 10h00 terminamos de levantar acampamento e rumamos em direcção ao Namibe, onde fizemos limpeza aos filtros dos carros, almoçamos no girassol e partimos para o Lubango, já a meio do percurso decidiu-se que o charlie oscar e o papabeer seguiriam à frente para comprar uns “sapatos” novos ao toyota, já merecia, ficando os restantes para trás, subimos a serra da Leba que tem 94 curvas em 17 km e demora cerca de 0h30 m a fazer a subida, a zona é muito rica em minério que cria em determinada zona uma atracão nas viaturas que dificulta o normal andamento dos carros.
Chegamos ao Lubango e fomos procurar local para dormir (como houve alterações de planos aqui a logística falhou um pouco….nada de grave)
Optamos depois por ficar no Casper Lodge e na Somitour (não havia alternativas), tomamos uns belos duches… para uns quentinhos para outros nem tanto assim, e montamos o nosso arraial em frente aos quartos para saborear um apetitoso leitão ofertado pelo nosso amigo Artur.
No dia seguinte 06/04, e como era necessário calçar o Toyota, sexta-feira santa, feriado, só graças a amigos do Lubango conseguimos resolver o assunto, o resto do grupo aproveitou para ir a um local maravilhoso que são as quedas da estação zootécnica, onde podemos passar por trás das quedas, beleza espectacular.
Almoçamos no Freitas, onde os nossos baixinhos se deliciaram com uns belos banhos na piscina, depois fomos visitar a fenda da Tundavala. Como era aniversario da Teresa Bravo jantamos no Bambu, um belo bacalhau, e festejamos com um champanhe e um bolo de aniversário, comprado às escondidas da Teresa para lhe fazer a surpresa.
Acertou-se depois a hora de saída do dia seguinte para a mais dura etapa Lubango/Benguela, saímos no dia 07/04, pelas  08H20 para a etapa de 325 km que percorremos em cerca de 12 horas, as nossas habituais paragens para o café, a cerveja e comer qualquer coisa, apanhamos chuva durante uma boa parte do percurso, chegamos a Benguela por volta das 20H30, procuramos restaurante e dormida, ficamos no Hotel Mombaka e jantamos no Contente, optamos por uma ementa diferente que foi arroz de marisco, claro que demorou um bom tempo, mas deu para desanuviar do cansaço dos carros e conversar q.b.
Já no dia 08/04, rumamos a Luanda, etapa maior mas menos dura, cerca de 525km que fizemos em 09H10 paramos no Sumbe para almoçar uns belos pregos no pão e algumas fresquinhas.
Como se nota pelo relato, no inicio íamos para a festa !!!!!! e no regressossssss daaaaaa feeeeeesta, satisfeitos e prontos para outra, que venha ela.

Os cinco casais participantes deste simpático e agradável passeio.

Família Arroteia                                                                   Família Serra
Paulo Arroteia - papabeer                                                    José Serra - sierra
Teresa Arroteia                                                                    Isabel Serra
Ana Isabel Arroteia - alfa índia                                             André Serra
Bruno Miguel Arroteia - betu mikey                                     Carolina Serra

Família Oliveira
Carlos Oliveira - charlie óscar
Nanda Oliveira
Andrea Oliveira

Família Pereira
                                                                   Família Mota Bravo
Nuno Pereira                                                                     Miguel Mota
Suzy Pereira                                                                      Teresa Bravo
LUANDA - BENGUELA - LUBANGO - NAMIBE - FOZ DO RIO CUNENE
De 29 Março 2007 a 08 de Abril de 2007
No dia 29/03 rumamos a Benguela, com uns minutinhos de atraso, que ainda não sabemos muito bem a quem atribuir, … ficam por esta desculpados os infractores do relógio (na próxima vamos oferecer um despertador)
Almoçamos a nossa merendinha na marginal do Sumbe, já tarde, paramos algumas vezes como de costume para “aliviar o joelho” e tomarmos o nosso café, uns, outros umas bitolas bem geladinhas para animar, com destaque para o “papabeer” e o “Serra”, de registar o primeiro furo, obra da Teresa Arroteia que ia a conduzir, resolvido no Sumbe com uma câmara de ar, porque os pneus do toyota do papabeer já estavam uma lástima (teimosia do papabeer em fazer esta viagem com aqueles pneus…mas enfim). Cerca das 21H00 chegamos finalmente a Benguela, jantamos e descansamos para a etape do dia seguinte.
No dia seguinte 30/03 pelas 07H40, empreendemos o inicio do percurso mais duro, isto é Benguela-Lubango, via Quilengues, a nossa intenção seria fazer este percurso via Lucira mas devido às fortes chuvas, os rios estavam com bastante caudal na zona do Cimo o que impediria a nossa passagem, demoramos cerca de 13H00, isto porque tivemos ainda que trocar o pneu furado do carro do Nuno/Suzy, que viajavam em companhia do Miguel e da Teresa, aqui com o filme do pneu de socorro perdemos imenso tempo devido ao facto de não conseguirmos tirar o pneu de socorro (tem uma chave especial, que o Nuno não sabe do paradeiro, enfim.. coisas à Nuno) a solução foi utilizar o pneu de socorro do toyota do “papabeer”, após trocas feitas, seguimos adiante, com as habituais paragens e almoço, seguindo viagem num percurso com muitos buracos, ou melhor “crateras” que não permitem o aparecimento de qualquer intruso tipo asfalto, chegamos já de noite e jantamos no “Manias Bar” do nosso amigo Paulo Silva e pelas 24h00 dirigimo-nos ao Namibe, onde chegamos às 02h00 da manhã. Esta etapa foi difícil embora feita em “auto-estrada”, devido ao cansaço, estômago satisfeito e sono quanto baste. Pernoitamos na casa do Tio Quim Silva que depois nos acompanhou até à foz do cunene com a familia e alguns amigos.
No sábado dia 31/03 passeamos no Namibe  e convivemos de perto com os treinos para a corrida do dia seguinte, domingo 01/04,  participamos das corridas que presentearam o nosso piloto com um 6ª lugar na geral (eram muitos !!!!!) e um 3º lugar na classe a que pertencia. Parabéns ao Charlie Oscar.
Terminadas as corridas fomos em direcção ao Lodge Flamingo, onde nos aguardava um delicioso jantar e umas camas bem merecidas. 
Pernoitamos e no dia seguinte 02 de Abril, partimos em direcção ao Tombwa, visitando no percurso a famosa Welwitchia Miriabilis, habitante do nosso deserto do Namibe.
No Tombwa, procedeu-se ao reabastecimento das Viaturas e 8 km depois ao inicio do percurso na areia, motos 4 prontas, cremes no rosto, lenços nas cabeças. Caravana pronta.
Fomos areia dentro em direcção ao barco Vanessa, encalhado na praia, onde paramos para comer qualquer coisa, uns cafés e umas cervejinhas, para não ficarmos a seco no deserto. Neste percurso pelo deserto do Namibe levamos quatro “moto 4” para nos divertimos nas dunas.
Cerca das 15H00 chegamos ao espectacular local de acampamento, no meio das Dunas. Durante a tarde brincamos com as motos, fomos até à praia, ainda se lançou a cana de pesca e pescou-se uma corvina e onde a viatura da família Serra quase foi tomar um banho pois insistia em não querer voltar ao acampamento e teimava em descer a duna, só que para o lado do mar e com a maré cheia, susto passado, empurrão daqui e
dali conseguimos voltar. Há ainda a salientar uma “espectacular” queda do Miguel na moto4, que sorte sua ninguém conseguiu fotografar.
O jantar já estava pronto mas antes ainda fomos tomar uns belos duches no chuveiro dos papabeer’s.
Passou-se um belo serão á volta da fogueira em pleno deserto entre as dunas, onde não podiam faltar as animadas anedotas. A que ficou pelo maior gozo geral, foi o Charlie Oscar a fazer de Pinguim…. até os miúdos conseguiram imitar na perfeição durante outra parte do percurso e como não poderia deixar de ser contada, a história do “paralítico” que fez o pessoal chorar de riso.
Já no dia 03 Abril pelas 07h00 saímos em direcção à foz do cunene, saímos a esta hora por causa da hora da maré vazante, aguardava-nos uma viagem cheia de surpresas, são 200 kms de areia a rolar nas margens do atlântico com as dunas do lado esquerdo e passagens bastante estreitas entre as dunas e o mar, mesmo com a maré vazia, pelo caminho vimos focas, leões marinhos, patos, gaivotas, mabecos, 3 Orix, uma baleia e varias tartarugas mortas ao longo da costa, carro enterra daqui, carro enterra dali, duna acima duna abaixo, mas tudo de fácil resolução, não foi preciso nenhuma ajuda especial, motos a frente, motos atrás, paramos na zona dos mexilhões onde apanhamos uma boa quantidade que serviu para um delicioso petisco ao jantar, foi especialmente e absolutamente LINDISSIMO.
Luanda / Namibe
Namibe /Foz Cunene
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